Boga-portuguesa PDF Imprimir e-mail

Nome científico: Iberochondrostoma lusitanicum
Mapa de Distribuição



A boga-portuguesa é muito mais pequena que as bogas-de-boca-recta e não tem a boca ventral nem o lábio cortante das grandes bogas. É de tamanho e aparência um pouco semelhante ao do ruivaco mas as escamas são muito mais pequenas e numerosas. É um pequeno peixe endémico do nosso país, que só existe na bacia do rio Sado, na parte inferior da bacia do rio Tejo e nas pequenas ribeiras que desaguam no mar a norte de Lisboa, até ao rio Lizandro. Encontra-se muito ameaçada e muitas das suas populações que aparecem nas ribeiras sub-urbanas estão sujeitas a ambientes extremamente poluídos e degradados. É o caso das populações do rio Trancão ou da ribeira da Laje. Há mais duas bogas parecidas e muito aparentadas com a boga-portuguesa. Nas bacias do sudoeste Alentejano e Algarve (do Mira ao Arade) existe uma boga descrita em 2005: a boga do Sudoeste (Iberochondrostoma almacai). Carece também de grande protecção, já que ocorre em pequenos cursos de água muitop sujeitos à acção das secas. No Tejo, no Guadiana e na ribeira de Quarteira existe a boga-de-boca-arqueada (Iberochondrostoma lemmingii) com um pintalgado ainda mais visível que o da boga-portuguesa, que é um endemismo da Península Ibérica. Estas pequenas bogas, tal como os ruivacos e bogas do Oeste, desovam em grupos, lançando os pequenos ovos que aderem às pedras ou plantas aquáticas, onde se desenvolvem. A reprodução tem lugar no meio da Primavera.

Comprimento máximo: 12,9 cm
Estatuto de conservação: Criticamente em Perigo
 
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