Lampreia-marinha PDF Imprimir e-mail

Nome científico: Petromizon marinus
Mapa de Distribuição

A lampreia-de-mar raramente é vista pelo público, embora muitos a conheçam pelo seu grande valor gastronómico. Sobretudo abundante nos rios do Norte (embora ocorra também no Guadiana), é uma espécie migratória que tem uma distribuição muito ampla na Europa e América do Norte. Migra para as águas doces, onde o macho e a fêmea acasalam num ninho escavado no fundo. Os adultos não têm mandíbulas e alimentam-se agarrando-se com a ventosa que contorna a boca ao corpo de outros peixes dos quais sugam sangue, depois de lhes fazerem uma ferida com a língua (o peixe atacado escapa por vezes com vida). Sabia que é o vertebrado com características mais primitivas que existe nos nossos rios? Os antepassados das lampreias separaram-se dos restantes vertebrados há mais de 400 milhões de anos, quando os vertebrados ainda não tinham maxilares nem membros. Os peixes mais comuns têm maxilares como nós e e dois pares de barbatanas que correspondem aos nossos membros superiores e inferiores. Quando sobem os rios para se reproduzirem, as lampreias que passaram alguns anos no mar não se alimentam e o espaço disponível no interior do animal é progressivamente ocupado pelos testículos ou ovários, conforme o sexo. Morrem após a reprodução. A larva é extraordinariamente diferente do adulto: é um animal sem olhos à flor da pele, sem a ventosa e a língua cortante do adulto, que passa vários anos a crescer lentamente, enterrado na areia ou noutros sedimentos no fundo dos rios e filtrando as partículas em suspensão na água. Há em Portugal mais duas espécies de lampreias: a lampreia-de-rio (Lampetra fluviatilis) que também migra para o mar e outra, muito mais pequena, que vive exclusivamente em água doce, a lampreia-de-riacho (Lampetra planeri). A lampreia-de-riacho, terminada a fase larvar e passada a metamorfose, transforma-se num pequeno adulto de pouco mais de 15cm, acasala, desova e morre sem nunca parasitar outros peixes nem abandonar a água doce.

Comprimento máximo: 1,20 metros
Estatuto de conservação: Baixo Risco/pouco preocupante
 
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