Truta-de-rio PDF Imprimir e-mail

Nome científico: Salmo trutta
Mapa de Distribuição

A truta é um parente próximo do salmão. As trutas preferem águas frescas, puras e oxigenadas, não suportando as temperaturas do Sul do país. Desovam em ribeiras de água com correntes fortes, em fundos de cascalho. A fêmea escava o ninho no cascalho com ondulações do corpo e o macho(s) que se encontra(m) junto a ela fertiliza(m) os ovos que a fêmea liberta (que podem chegar a ser 10 000). Os ovos desenvolvem-se no interior do cascalho e as pequenas trutas emergem cerca de três meses depois. Podem permanecer nas ribeiras de montanha onde vivem abrigadas das correntes junto a grandes pedras, apanhando a comida que passa na corrente. Podem também descer os rios e migrar para o mar, onde crescem muito rapidamente, podendo atingir 140 cm de comprimento e 50 kg de peso. Uma particularidade muito interessante das trutas (e dos salmões) é que memorizam características do rio em que nasceram de modo que, mesmo depois de uma longa migração no mar, conseguem quase sempre voltar à ribeira em que os seus pais tinham desovado. A truta que mais se consome pertence a uma espécie diferente – a truta-arco-íris (Oncorhyncus mykiss), um peixe da América do Norte muito usado em piscicultura, mas que não parece reproduzir-se nos nossos rios. Distingue-se da truta-comum por ter uma linha rosada ao longo dos flancos e não ter pintas vermelhas.

Comprimento máximo: 1,40 metros
Estatuto de conservação: Baixo Risco/pouco preocupante

 
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